Unidade de Desidratação a Termovácuo, Filtragem e Monitoramento de Óleo Lubrificante Lubmix MIX-105783 | Tratamento de até 50 L/min

Unidade de Desidratação a Termovácuo, Filtragem e Monitoramento de Óleo Lubrificante Lubmix MIX-105783 | Tratamento de até 50 L/min

GUIA TÉCNICO

O unidade termovácuo Lubmix MIX-105783 reúne desidratação, filtragem e monitoramento online para auxiliar no controle de água e partículas em óleos lubrificantes. Neste guia, entenda como funciona o processo, suas principais aplicações e os cuidados para avaliar o tratamento do óleo.

Introdução

A presença de água, partículas sólidas e outros contaminantes no óleo lubrificante pode comprometer a confiabilidade de equipamentos industriais, favorecer mecanismos de desgaste e acelerar a degradação do fluido.

Por isso, operações críticas exigem mais do que filtragem convencional. Em determinadas aplicações, é necessário combinar remoção de água, retenção de partículas e monitoramento da condição do óleo em um mesmo processo.

A unidade de desidratação a termovácuo Lubmix MIX-105783 foi desenvolvido para essa finalidade. Com capacidade de tratamento de até 50 L/min, o equipamento integra desidratação a termovácuo, filtragem e monitoramento online, permitindo acompanhar a evolução do tratamento por meio de dados do próprio fluido.

Neste guia, você vai entender como funciona o processo, quais contaminantes podem ser tratados, como ocorre o monitoramento e em quais aplicações industriais essa solução pode ser utilizada.

sistema termovácuo
Desidratação, filtragem e monitoramento online reunidos em
uma única plataforma para apoiar confiabilidade,
disponibilidade e controle da condição do lubrificante.

Óleo limpo e seco é parte da confiabilidade

Em sistemas industriais críticos, o lubrificante não atua apenas na redução do atrito. Dependendo da aplicação, ele também participa da transferência de calor, protege superfícies e pode transmitir energia.

Quando água, partículas ou gases entram no sistema, esse ambiente pode ser alterado. Como consequência, aumentam as condições favoráveis ao desgaste, à corrosão e à degradação do óleo e dos componentes.

Esta unidade de desidratação a termovácuo, MIX-105783 foi desenvolvida para recuperar e condicionar óleos lubrificantes por circulação contínua. O equipamento combina aquecimento controlado e alto vácuo para favorecer a separação da água e auxiliar na remoção de gases, enquanto elementos filtrantes retêm partículas sólidas.

Além disso, um contador óptico de partículas a laser e um sensor de umidade acompanham a evolução do tratamento.

O ponto central é transformar o tratamento em um processo orientado por condição: a operação pode ser acompanhada por dados do próprio fluido, e não somente por tempo estimado.

unidade termovácuo: câmara, linhas de circulação, estágios de tratamento e estrutura integrada.
Vista da unidade termovácuo: câmara, linhas de circulação, estágios de tratamento e estrutura integrada.

O que é desidratação a termovácuo?

A unidade de desidratação a termovácuo utiliza um processo que combina elevação controlada da temperatura com redução da pressão no interior de uma câmara.

Sob vácuo, a água pode vaporizar em uma temperatura inferior à necessária sob pressão atmosférica. Dessa forma, sua separação do óleo é favorecida com menor exposição térmica do lubrificante.

A eficiência do tratamento depende de diferentes fatores, entre eles:

  • condição inicial do fluido;
  • viscosidade;
  • temperatura;
  • volume total;
  • concentração de água;
  • tempo de residência;
  • nível de vácuo;
  • número de passagens pelo sistema.

Por isso, a avaliação do processo deve considerar a tendência de umidade e contaminação ao longo do tratamento e, quando a criticidade exigir, análises laboratoriais complementares.

As três formas de água presentes no óleo

A água pode estar presente no óleo lubrificante de diferentes maneiras.

Água dissolvida

Está incorporada ao óleo em nível molecular. Pode não ser visível e sua concentração varia conforme a temperatura e a composição do fluido.

Água emulsionada

Forma microgotículas dispersas no óleo e pode produzir aparência turva ou leitosa.

Água livre

Permanece separada do óleo e pode se acumular em pontos mais baixos do reservatório.

Filtrar partículas não é o mesmo que desidratar o óleo

Um filtro particulado convencional é projetado principalmente para reter contaminantes sólidos. Já a remoção consistente de água dissolvida e emulsionada exige tecnologia específica.

Leia também: entenda a importância da Filtragem de óleo na Indústria e como o controle de contaminantes contribui para a confiabilidade dos equipamentos.

Na MIX-105783, termovácuo e filtragem atuam de forma complementar dentro do mesmo circuito, permitindo tratar diferentes formas de contaminação durante o processo.

Como funciona a unidade de desidratação a termovácuo MIX-105783?

O tratamento ocorre por circulação contínua do óleo e pode ser dividido em seis etapas principais.

1. Captação e circulação

A bomba de engrenagens movimenta o óleo contaminado a partir do reservatório ou equipamento.

2. Aquecimento controlado

O fluido recebe energia térmica de maneira controlada para favorecer a separação da umidade.

3. Exposição ao alto vácuo

Na câmara de termovácuo, a redução da pressão favorece a vaporização da água e auxilia na retirada de gases.

4. Filtragem de sólidos

Os elementos filtrantes retêm partículas presentes no óleo. O diferencial de pressão ajuda a acompanhar a restrição dos filtros.

5. Monitoramento online

O contador óptico a laser e o sensor de umidade acompanham a evolução da condição do fluido durante o processo.

6. Retorno e recirculação

Após o condicionamento, o óleo retorna ao sistema e pode continuar recirculando até atingir o objetivo definido para a aplicação.

Painel, vasos de filtragem e conjunto de linhas concebidos para tratamento por circulação contínua.
Painel, vasos de filtragem e conjunto de linhas concebidos para tratamento por circulação contínua.

Monitoramento do óleo: medir para decidir

Um dos recursos da MIX-105783 é a possibilidade de acompanhar parâmetros relacionados à condição do óleo durante o tratamento.

Dessa forma, a equipe de manutenção pode observar tendências e avaliar a evolução do processo com base em dados do próprio fluido.

Contagem de partículas

O contador eletrônico utiliza tecnologia óptica a laser para quantificar partículas em diferentes faixas de tamanho.

A MIX-105783 permite classificação conforme:

  • ISO 4406;
  • NAS 1638.

O que significa ISO 4406?

O código ISO 4406 é composto por três números associados à concentração de partículas iguais ou maiores que:

  • 4 µm(c);
  • 6 µm(c);
  • 14 µm(c).

Em termos gerais, quanto menor o código, menor a concentração de partículas nas respectivas faixas.

Entretanto, a meta adequada deve ser definida conforme fatores como tipo de componente, folgas, pressão, criticidade e recomendações do fabricante.

Importante: uma leitura isolada não representa toda a condição do sistema. Procedimento de amostragem, presença de bolhas e tendência ao longo do tratamento também precisam ser considerados.

Monitoramento de umidade

A interpretação da umidade depende da tecnologia do sensor e da condição do óleo.

Valores em ppm expressam a quantidade de água, enquanto a saturação relativa indica a proximidade do limite de solubilidade do óleo na temperatura medida.

Em decisões críticas, o monitoramento online deve ser correlacionado com métodos laboratoriais e limites definidos para o ativo.

Diferencial de pressão dos filtros

A diferença de pressão antes e depois do elemento filtrante ajuda a indicar sua restrição.

Uma tendência crescente pode sinalizar carregamento por contaminantes. Entretanto, fatores como viscosidade, temperatura e vazão também devem ser considerados durante a interpretação.

Especificações e recursos da Unidade MIX-105783

  • Modelo: Lubmix MIX-105783
  • Aplicação: recuperação e condicionamento de óleos lubrificantes
  • Capacidade de tratamento: até 50 L/min
  • Desidratação: aquecimento controlado + alto vácuo
  • Água removida: livre, emulsionada e dissolvida
  • Gases dissolvidos: remoção assistida pelo processo
  • Partículas sólidas: filtragem integrada
  • Contador de partículas: eletrônico com tecnologia óptica a laser
  • Classificações: ISO 4406 e NAS 1638
  • Monitoramento de umidade: integrado
  • Diferencial de pressão dos filtros: monitorado
  • Bomba de circulação: engrenagens
  • By-pass para recirculação: sim
  • Operação: tratamento por circulação contínua

Nota de engenharia

A capacidade nominal de até 50 L/min não determina sozinha o tempo necessário para o tratamento.

O dimensionamento e o resultado dependem do volume do reservatório, viscosidade e temperatura do óleo, nível e tipo de contaminação, meta de limpeza, conexões, perdas de carga e condições operacionais.

Por isso, a especificação final deve ser validada pela equipe técnica da Lubmix.

Onde a unidade termovácuo pode ser aplicada?

A unidade de desidratação a termovácuo pode ser utilizada em diferentes sistemas industriais compatíveis com o processo de tratamento do óleo.

Sistemas hidráulicos

Pode auxiliar no controle de partículas e umidade em circuitos com componentes sensíveis.

Redutores e caixas de engrenagens

Pode ser utilizada no condicionamento de óleos sujeitos à presença de água, desgaste e ambientes severos.

Turbinas

Permite o tratamento de grandes volumes com acompanhamento da condição do fluido.

Compressores

Pode contribuir para o controle de contaminantes que interferem na lubrificação e na confiabilidade.

Mineração

É aplicável a ambientes críticos expostos a poeira, água, variações térmicas e altas cargas.

Agroindústria e indústria

Pode ser utilizada na recuperação e manutenção preventiva de óleos presentes em reservatórios e equipamentos.

Quando considerar o tratamento do óleo?

Algumas situações podem indicar a necessidade de avaliar um processo de desidratação e filtragem:

  • presença visual de água livre;
  • aparência turva ou emulsionada;
  • tendência crescente de umidade;
  • aumento da concentração de partículas;
  • entrada de água após manutenção;
  • lavagem;
  • condensação;
  • falha de vedação;
  • código de limpeza acima da meta definida para o ativo;
  • necessidade de recuperar óleo ainda tecnicamente utilizável;
  • comissionamento;
  • flushing;
  • descontaminação de reservatórios e circuitos.

Atenção: o tratamento do óleo não substitui a investigação da origem da contaminação.

Vedação deficiente, respiros inadequados, vazamentos em trocadores de calor ou práticas incorretas de armazenamento precisam ser corrigidos para reduzir a possibilidade de recorrência.

Plano técnico de utilização

Antes do tratamento

Antes de iniciar o processo, é importante:

  • confirmar a compatibilidade do óleo;
  • levantar volume, viscosidade, temperatura e condição inicial;
  • definir a meta de tratamento;
  • verificar conexões;
  • verificar aterramento;
  • avaliar contenção;
  • confirmar energia disponível;
  • conferir o sentido de fluxo.

Durante o tratamento

Durante a operação, acompanhe:

  • temperatura;
  • nível de vácuo;
  • vazão;
  • diferencial de pressão;
  • umidade;
  • código de partículas.

Também devem ser observados possíveis sinais de formação de espuma, vazamentos ou instabilidade nas leituras.

Após o tratamento

Ao finalizar o processo:

  • registre a condição final do óleo;
  • colete uma amostra representativa quando necessário;
  • documente horas de operação;
  • registre o volume processado;
  • acompanhe a condição dos elementos filtrantes;
  • investigue a origem da contaminação.

Boas práticas de amostragem de óleo

A qualidade dos dados depende também da forma como as amostras são coletadas.

Algumas boas práticas incluem:

  • Utilizar um ponto de amostragem representativo;
  • Repetir sempre o mesmo procedimento;
  • Purgar o ponto antes da coleta;
  • Evitar frascos, mangueiras ou conexões contaminados;
  • Reduzir a presença de bolhas de ar;
  • Registrar temperatura e condição operacional;
  • Analisar tendências, e não apenas resultados isolados.
Vista posterior do termovácuo, com bomba de vácuo, motor, câmara e linhas integradas ao skid.
Vista posterior do conjunto, com bomba de vácuo, motor, câmara e linhas integradas ao skid.

Benefícios operacionais do tratamento do óleo

Controle da contaminação

A redução de água e partículas contribui para controlar contaminantes associados a mecanismos de desgaste, corrosão e degradação.

Apoio à manutenção baseada em condição

Os dados online ajudam a acompanhar tendências e verificar a evolução do tratamento.

Maior controle do processo

O monitoramento de partículas, umidade e diferencial de pressão torna a operação mais verificável.

Apoio à disponibilidade dos equipamentos

O condicionamento do óleo pode contribuir para reduzir intervenções relacionadas à contaminação.

Uso responsável do óleo lubrificante

Quando o lubrificante ainda está tecnicamente apto, seu condicionamento pode evitar substituições e descartes prematuros.

Recuperar ou trocar o óleo lubrificante?

A decisão entre recuperar ou substituir o óleo não deve ser tomada apenas pela aparência ou pela contagem de partículas.

Dependendo da aplicação, também precisam ser avaliados:

  • viscosidade;
  • acidez;
  • oxidação;
  • condição dos aditivos;
  • contaminação química;
  • recomendação do fabricante.

O processo de termovácuo e filtragem remove contaminantes físicos e água, mas não recompõe automaticamente aditivos consumidos nem reverte toda a degradação química do lubrificante.

Por isso, a viabilidade da recuperação deve considerar a condição global do óleo.

Perguntas frequentes sobre termovácuo e tratamento de óleo

  1. O que é um sistema termovácuo?
    É uma unidade que combina aquecimento controlado, vácuo e filtragem para remover água, auxiliar
    na retirada de gases e reter partículas presentes no óleo.
  2. O MIX-105783 remove água dissolvida?
    Sim. O processo foi desenvolvido para atuar sobre água livre, emulsionada e dissolvida.
  3. Qual é a vazão do equipamento?
    A capacidade declarada é de até 50 L/min. A vazão efetiva e o tempo de tratamento variam conforme
    óleo, temperatura, viscosidade, perdas de carga e contaminação.
  4. Termovácuo é igual a filtro de óleo?
    Não. A filtragem retém sólidos; o termovácuo combina separação de água e gases com filtragem. São
    funções complementares.
  5. O equipamento mede partículas?
    Sim. Possui contador eletrônico com tecnologia óptica a laser e classificação conforme ISO 4406 e NAS
    1638.
  6. A unidade também monitora umidade?
    Sim. O sensor integrado permite acompanhar a evolução da umidade durante a circulação.
  7. O que significa ISO 4406?
    É uma forma padronizada de expressar a concentração de partículas em três faixas de tamanho. A
    meta deve ser escolhida para cada sistema.
  8. O que indica o diferencial de pressão?
    Indica a restrição através do elemento filtrante. Sua tendência auxilia a planejar inspeção ou
    substituição do elemento.
  9. Quantas passagens são necessárias?
    Não existe número universal. Depende do volume, condição inicial, meta, mistura no reservatório e
    eficiência do processo.
  10. Pode trabalhar conectado ao equipamento?
    O tratamento é feito por circulação contínua, mas a configuração on-line ou off-line deve ser validada
    conforme segurança e condições do sistema.
  11. O tratamento recupera qualquer óleo?
    Não. Óleo quimicamente degradado, contaminado por substância incompatível ou fora de limites
    críticos pode exigir substituição. A análise define a viabilidade.
  12. Aquecer o óleo pode degradá-lo?
    A temperatura precisa ser controlada e compatível com o fluido. O vácuo favorece a remoção da água
    em menor temperatura do que sob pressão atmosférica.
  13. Por que o óleo pode voltar a apresentar água?
    Porque a fonte pode permanecer ativa: condensação, vedação, respiro, lavagem, armazenagem ou
    trocador com vazamento. O equipamento trata o fluido; a causa raiz deve ser eliminada.
  14. O contador online substitui laboratório?
    Ele é valioso para tendência e controle do processo. Em decisões críticas, deve ser correlacionado a
    amostras e métodos laboratoriais aplicáveis.
  15. Em quais equipamentos pode ser usado?
    Sistemas hidráulicos, redutores, caixas de engrenagens, turbinas, compressores, reservatórios e
    outras aplicações industriais compatíveis.
  16. O MIX-105783 é indicado para mineração?
    Sim. A solução é aplicável a ambientes de mineração que precisam controlar água e partículas em
    óleos lubrificantes.
  17. Como definir a meta de limpeza?
    A meta considera componente mais sensível, pressão, folgas, criticidade, ambiente e recomendações
    do fabricante.
  18. Como saber quando finalizar?
    Quando leituras estabilizadas e análises aplicáveis confirmarem a meta definida. Tempo isolado não é
    critério suficiente.
  19. A unidade ajuda a reduzir descarte?
    Pode permitir reaproveitar óleo ainda apto após condicionamento, desde que sua condição química e
    funcional esteja dentro dos limites.
  20. O que informar para dimensionar uma aplicação?
    Tipo e volume do óleo, viscosidade e temperatura, contaminantes, resultados atuais, meta,
    equipamento atendido, conexões, tensão disponível e regime de operação.

Checklist para solicitar uma avaliação técnica

Para dimensionar corretamente uma aplicação com a MIX-105783, é importante informar:

  • tipo, marca e grau de viscosidade do óleo;
  • volume total do reservatório e do circuito;
  • temperatura e viscosidade durante o tratamento;
  • presença de água livre, emulsão ou umidade dissolvida;
  • resultado atual de umidade;
  • contagem atual de partículas;
  • meta de limpeza definida para o ativo;
  • equipamento que será tratado;
  • criticidade da aplicação;
  • provável origem da contaminação;
  • conexões disponíveis;
  • tensão elétrica disponível;
  • espaço disponível para instalação;
  • regime de operação desejado.

Conclusão

A unidade de desidratação a termovácuo Lubmix MIX-105783 reúne desidratação, filtragem e monitoramento em uma única solução voltada ao tratamento de óleo lubrificante. Ao combinar desidratação, filtragem e monitoramento de partículas, umidade e condição dos filtros, o equipamento fornece informações que ajudam a orientar decisões de manutenção e apoiar o controle da contaminação e a confiabilidade dos ativos.

A Lubmix desenvolve soluções e projetos voltados ao tratamento, filtragem e controle de fluidos industriais, considerando as necessidades específicas de cada aplicação.


☎️  (17) 3525-5110
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